Resenha | Pensei Que Fosse Verdade – Valentina

E aí, pessoal? Pensei Que Fosse Verdade foi um dos poucos livros que me permitiu ir além da capa, isto é, interessei-me pelo efeito visual também mas, precisava de algo a mais para me satisfazer, logo parti para a sinopse e alguns pontos me interessaram bastante.

Resultado de imagem para pensei que fosse verdadeA Ilha de Seashell, ambiente principal do livro, é um paraíso tropical esplendoroso. Entretanto, algumas questões que vão além do visual, impede Gwen Castle de desejar permanecer no local, como a sua reputação escolar, por exemplo. Agora, ela só pensa em uma coisa: dedicar-se o máximo possível para ir cursar uma faculdade longe dali.

Enquanto nenhum dos seus sonhos é realizado, a garota divide seu tempo entre o seu emprego na ilha e a supervisão do seu irmão, com deficiência intelectual, tudo isso para evitar contato com os alunos de sua escola e comparações entre ela e sua mãe, esta, faxineira da ilha.

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Resenha | Sem olhar para trás

Olá lindos, tudo bem com vocês?

Hoje vou resenhar um livro de um das minhas autoras nacionais favoritas, não sei se cheguei a comentar, mas tenho um pequeno bloqueio com nacionais… Não por falta de dar oportunidade, mas com exceção de autoras como Carina Rissi, Bianca Briones, FML Pepper e a Lycia, é muito difícil achar um livro que me deixe com aquele ar maravilhado, sabem?

Enfim, vamos a resenha de hoje, que se trata de um tema abordado muito atualmente, que é: Violência Doméstica.

14248966_1387218111328890_842626961_nAgatha tem 28 anos e, até então, vive aos pedaços.
Nativa de Juiz de fora, em Minas Gerais, logo cedo – aos 19 anos – abandonou a casa de seus pais para ir viver uma aventura de amor: ela conhece Bruno, um carioca lindo e irresistível e, não pensa duas vezes quando recebe a oferta de ir viver com ele no Rio. Muito apaixonada, porém cega. Em consequência, seus pais, muito religiosos, nunca mais lhe dirigiram a palavra direito, foi taxada de ingrata até o fim da vida de ambos.
Porém, um tempo após sua nova vida começar no Rio, ela descobre que nem tudo são flores, e o que é aparentemente lindo, pode calhar a ser pútrido internamente: Bruno Albuquerque se mostra não somente ciumento, mas obsessivo e violento, controlando cada passo de Agatha, batendo nela quando um simples olhar não direcionado a ele ocorre, forçando-a a ser socialmente uma esposa troféu, pois os Albuquerque são uma família de grande renome no Rio devido ao seu grande patrimônio mas, entre quatro paredes ela se torna o saco de pancadas dele.

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Resenha | Obsidiana

Fonte: Google Imagens

Fonte: Google Imagens

Sabe aquele livro que te deixa com muita ansiedade e, após a leitura, você percebe que ele não só atingiu, mas SUPEROU suas expectativas? Pode-se dizer isso de Obsidiana.

Primeiro porque, a personagem principal não é daquelas garotinhas irritantes que tem medo de tudo e enchem sua paciência criando mimimi e um monte de desculpinhas irritantes. A Katy é literalmente como nós.

Uma garota viciada em livros, tem um blog e vive postando atualizações e resenhas sobre lançamentos e leituras recentes. E quando o ‘novo’ se aproxima, ela não foge, ela investiga.

Apesar de, lá no fundo, sentir medo, não permite que ele a domine. Ela expõe todos os questionamentos e curiosidades até conseguir descobrir o que ocorreu e consegue entender de que forma os fatos estão relacionados com determinadas vertentes ♥.

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Resenha | Fale!

Olá pessoal!

Aqui é a Sawyer, e hoje estou aqui pra resenhar sobre um livro de uma das minhas autoras favoritas (Laurie Halse Anderson), que sempre me surpreende com sua forma de escrever e capacidade de transmitir toda sobrecarga abordada em assuntos tão questionáveis.

Fonte: Google Imagens

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É incrível o talento que a Laurie têm para escrever histórias com polêmica, transmitindo toda a intensidade, dor, sofrimento e pensamentos que o personagem está sentindo. O livro já começa com um certo ‘prólogo’ que confunde a princípio, mas depois te dá vontade de arregaçar as mangas devido a tamanha pureza e verdade nele contido.

Da mesma autora de Garotas de vidro, Fale! tem o diferencial que, toda a dor é transmitida de forma oculta, através de metáforas, que a princípio te faz ligar o fato a uma vertente, porém, depois de uma melhor avaliação, percebe-se que não é exatamente ao que se referia.

A Melinda escolheu uma maneira bem peculiar de lidar com sua dor. Um trauma do passado que a persegue dia e noite, aonde estiver. Ela não fala. Muito raramente, somente o necessário. E é incrível o quanto é mal aceita por isso. Julgada, cuspida, escurraçada, apontada. Perdão o vocabulário, mas é o que acontece. Começa pela família, que trata a sua presença como um tanto faz. Que tipo de pais não demonstram preocupação e interesse ao, sua filha completamente normal, com uma juventude normal, amigas, eventos, notas boas, de repente, torna-se calada e isolada?

“É mais fácil não dizer nada. Fechar a matraca, passar o zíper, calar o bico. Toda aquela babaquice que você escuta na TV sobre se comunicar e expressar o que sente não passa de uma mentira. Ninguém quer realmente ouvir o que você tem a dizer.”

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