RESENHA | CINDER – MARISSA MEYER | EDITORA ROCCO

Olá, pessoas lindas! Tudo bem com vocês? Hoje vou falar sobre Cinder, o primeiro livro da série Crônicas Lunares da autora Marissa Meyer publicado em 2013 pela Editora Rocco com o selo Jovens Leitores, que promete ficar cada vez melhor! ❤️

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Título: Cinder (Crônicas Lunares #1) | Autora: Marissa Meyer  | Editora: Rocco Jovens Leitores  | Páginas: 448 | Ano: 2013 | Adicione: Skoob | Avaliação: ⭐⭐⭐⭐

Após a Quarta Guerra mundial, cidades inteiras foram devastadas e os governantes da Ásia formaram uma Comunidade das Nações Orientais com o objetivo de manter a ordem e evitar uma nova guerra.  Cinder se passa em  Nova Pequim, uma região governada por um Imperador que vive sob ameaça de uma guerra iminente com os Lunares e suas relações ficam mais tensas quando o Imperador contrai a Letumose e fica cada dia mais próximo da morte.

Num mundo dividido entre humanos, robôs e os rejeitados ciborgues, Cinder é uma cidadã de segunda classe. Com um passado misterioso, esta ciborgue foi trazida aos onze anos da Federação Europeia e adotada por um homem que pereceu de Letumose logo em seguida. Então, ela é criada pela madrasta que a considera uma aberração, humilhando-a a cada nova oportunidade. Quando sua meia-irmã é contaminada por uma doença letal, Cinder é considerada culpada e é vendida pela madrasta para o reino como “voluntária” de uma pesquisa que envolve ciborgues em busca de uma cura.

Cinder, por conta de sua interface extremamente desenvolvida, é considerada a melhor mecânica de Nova Pequim – apesar de sua condição como ciborgue a isolar das relações sociais. São suas habilidades como mecânica que a apresentam ao charmoso Kai, príncipe herdeiro do trono da Comunidade das Nações Orientais, que vai até  sua oficina para que ela tente consertar seu robô. Contudo, as descobertas que faz ao acessar as informações do robô acabam colocando-a no meio de uma batalha intergaláctica e de um romance proibido, neste misto de conto de fadas com ficção distópica.

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”Uma garota. Uma máquina. Uma aberração.”

Primeiramente, há uma infinidade de coisas acontecendo nesta história e muita informação a ser assimilada. O enredo nos introduz a um mundo distópico no qual a Terra mal se recuperou de uma Quarta Guerra Mundial e seus governantes estão empenhados em evitar que uma nova guerra seja travada. Porém, eles acabam por ser colocados em uma guerra contra uma doença letal e até então de cura desconhecida.  O Imperador de Nova Pequim sucumbe a esta doença e cabe ao príncipe aprender a administrar o reino e suas relações externas, enquanto a Rainha Lunar espera por um sinal de fraqueza dos terrenos para iniciar um confronto.

Os lunares são humanos que há muito tempo colonizaram a Lua e, por razões desconhecidas, tiverem alterações em seu DNA que conferiram dons especiais a eles. Levana, a Rainha Lunar, está decidida em possuir o controle da Terra e a maneira mais rápida e eficaz disso acontecer é através do laço do matrimônio. O Imperador resistiu a suas investidas durante anos e Levana vê em sua morte a oportunidade perfeita para manipular o jovem príncipe Kai a sucumbir as suas vontade.

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“Os lunares eram uma sociedade que evoluíra de uma colônia terrestre na lua séculos atrás, mas não eram humanos. Dizia-se que que podiam modificar o cérebro de uma pessoa – fazer você ver, sentir e fazer coisas que não devia. O poder anormal deles os tornara uma reça gananciosa e violenta, e a rainha Levana era a pior deles”

Na série Crônicas Lunares, Marissa Meyer reconta os tão famosos contos de fadas inserido-os em um contexto futurístico – o primeiro livro da série, Cinder, irá retratar a história de Cinderela. Por esse motivo, não teremos elementos extremamente surpreendentes na narrativa – apesar de a autora ter encontrado uma forma inovadora de nos reapresentar o clássico. Entretanto, isso não significa que a trama de Cinder não apresente elementos próprios para cativar o leitor. Pelo contrário, neste livro você encontrará uma versão ousada e brilhante do conto – a narrativa de Clarissa é envolvente e direta, possibilitando a criação de uma obra leve e divertida com objetivo de entreter o leitor.

Todos os personagens apresentados aqui são primorosamente pensados, bem construídos e desenvolvidos. As personagens femininas, principalmente Cinder, foram arquitetadas sob elementos fortes e únicos e mostram-se verdadeiras em suas convicções. Marissa, claramente, quis conferir força feminina aos clássicos das princesas e fez isso brilhantemente.

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”Cinder não caberia em um vestido de baile, de qualquer jeito. Mesmo que encontrasse luvas formais e sapatos em que pudesse esconder suas monstruosidades de metal, seu cabelo sem graça nunca iria segurar um cacho, e não sabia nada sobre maquiagem. Ela acabaria ficando fora da pista de dança, tirando sarro das meninas que desmaiavam para chamar a atenção do príncipe Kai, fingindo que não estava com ciúmes. Fingindo que aquilo não a incomodava.”

Cinder é uma fantasia com um pé em ficção científica que une elementos clássicos e ação eletrizante, num universo futurístico acuradamente construído – espero que o resto da série possa se aprofundar no gênero Sci-Fi -, além de um livro introdutório muito bom e que cumpre o seu papel em instigar os leitores a ler os próximos. A trama irá focar nos relacionamentos e desenvolvimento dos personagens, prometendo protagonistas ainda mais deslumbrantes ao longo da série.

A série conta com quatro livros já lançados aqui no Brasil pela Editora Rocco, sendo eles Cinder, Scarlet, Cress e Winter contando, respectivamente, com as protagonistas inspiradas em Cinderela, Chapeuzinho Vermelho, Rapunzel e Branca de Neve.

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Espero que tenham gostado e até a próxima sexta! Beijos! 💖

Karen Silva

20 anos, estudante de Nutrição. Vejo na literatura uma constante e instigante forma de aprendizagem. Os livros me abrem os olhos para as possibilidades e espero nunca perder o gosto por eles.

Um comentário sobre “RESENHA | CINDER – MARISSA MEYER | EDITORA ROCCO

  1. Jéssica Medeiros disse:

    Já tá com umas mil vezes que eu fico namorando com ele sempre que eu vou na livraria, mas ultimamente ou eu to muito sem dinheiro mesmo, ou a livraria ta sempre aumentando o preço dele rsrsrsr Acabo nunca levando pra casa. Sou louca por contos de fadas, então desde que vi a capa e peguei a ideia de que seria como um reconto, me apaixonei <3 Ainda sequestro ele aqui pra casa!!

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