Resenha | O primeiro último beijo – Verus Editora

Olá, gente linda ❤️

Hoje vou resenhar um livro que traz uma história de amor e companheirismo recíproco, tão real e emocionante, que vai te deixar horas pensando e repensando sobre tudo. Sobre sua vida, atitudes tomadas e não tomadas, rumos prováveis…

Então, vamos lá?

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Título: O primeiro último beijo | Autora: Ali Harris | Editora: Verus | Páginas: 448 | Ano: 2016 | Adicione: Skoob | Avaliação: ⭐⭐⭐⭐ | Compre o Livro: Amazon (comprando por este link, você contribui para o crescimento e desenvolvimento do blog ♥).

O livro conta a história de Ryan Cooper e Molly Carter, duas pessoas que tiveram seus caminhos cruzados pela primeira vez, na adolescência e, desde então, depois de épocas afastados e em negação, engataram numa verdadeira relação.

A história não possui uma linha atemporal clara, e isso pode confundir muita gente, porque apesar de o início do capítulo mostrar a data, se você não tiver uma memória muito boa, terá de ficar voltando e consultando para se localizar. Por isso é difícil fazer um resumo geral aqui, sem dar spoilers. Então apenas vou ressaltar alguns pontos que tornaram o livro uma baita lição para mim.

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O livro é discorrido em capítulos que possuem como base os beijos, cada um envolvendo temáticas, situações e circunstâncias diferentes. Nem todos são lindos, dignos de suspiros e aplausos, mas um relacionamento é assim, certo? Uma montanha russa repleta de inconstâncias, altos e baixos.

Molly Carter era uma adolescente esquisitona, cheia das peculiaridades e ímpetos de se mostrar diferente, se vestino de forma indiferente à opinião alheia, e se comportando como uma adolescente teimosa.

“A vida não tem a ver com o destino, tem a ver com curtir a viagem.”

“É engraçado como certas pessoas entram em sua vida de forma inesperada e imediatamente fazem você sentir que pode lhes contar tudo, absolutamente tudo. Coisas que você nem sonharia em dizer às pessoas mais próximas e queridas. E, de repente, elas se tornam uma parte intrínseca de sua vida, sem que você saiba quase nada sobre elas.”

Ryan Cooper é o atleta superpopular da escola, mas não igual aos comuns que vemos por aí. Ele realmente é dono de um coração gigante, e claro, possui aquele charme inconfundível e característico.

“Ela é uma banda de uma mulher só, e não toca uma única nota errada.”

Depois de diversos encontros e desencontros, nota-se que os dois realmente não irão passar de uma paixonite adolescente, até que o destino resolve desmontar toda essa concepção e mostrar que, nos sentimentos, ninguém além do coração manda.

“Precisei ir até o outro lado do mundo para descobrir que tudo o que eu sempre quis estava me esperando em casa.”

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Os capítulos são narrados por Molly, e sim, dá uma vontade imensa de socá-la diante de algumas atitudes e dúvidas, porque o Ryan é perfeito. P-E-R-F-E-I-T-O. Até quado você acha que não, que ele tá errado nisso ou naquilo, ELE É INCRÍVEL.

“Adoro o fato de você ter me feito parar de ser obcecado comigo mesmo. A partir do momento em que nos conhecemos, você me mostrou que eu não era perfeito, que a minha vida não era perfeita, que eu poderia fazer mais, ser mais, explorar mais. Minha vida é muito melhor por sua causa! Você fez minha vida perfeita quando me mostrou que eu não era perfeito. Ninguém tinha feito isso antes.”

E, ao terminar o livro, se possível eu estenderia um tapete vermelho para a Molly. De verdade. Ao decorrer dos fatos, ela se mostrou uma personagem humana, cheia de falhas, mas também com um coração ENORME capaz de perdoar e superar.

“Então, agora, preciso chorar com meus melhores amigos, preciso que minha mãe me acalme com palavras gentis e abraços, preciso dizer aos meus colegas quando me sinto uma merda. Preciso dizer isso. Muitas e muitas vezes, para que pareça real. Preciso chorar incontrolavelmente e rir histericamente quando eu quiser, em qualquer situação e em qualquer momento. Preciso poder fazer isso, é preciso que as pessoas entendam e não me julguem por expressar meus sentimentos, independente de como eles venham e de quão feios forem.”

Mas o que é mais espetacular nesse livro? A MENSAGEM. Porque atinge os casados, namorados, enrolados e solteiros. Mostra todas as etapas ao se conhecer alguém e se envolver com esse alguém, lados bons e ruins e como reagir a isso, o que determinadas atitudes podem acarretar, o que permitir certas coisas pode causar…

“É possível uma vida sem arrependimentos? Nunca acreditei nisso. Passamos a vida almejando felicidade e realização no trabalho, o amor e com nossos amigos e familiares, no entanto muitas vezes gastamos energia reclamando de namorados ruins, mudanças erradas na carreira, discussões com amigos e oportunidades perdidas. Ou é só comigo? Eu admito que sou naturalmente do tipo ‘copo meio vazio’, mas sei que arrependimentos são um fardo para a felicidade e estou tentando me livrar deles, pois aprendi que tudo é uma questão de escolha. Você pode escolher transformar arrependimentos em lições que mudam seu futuro. Acredite, estou realmente tentando fazer isso. Mas a verdade é que estou falhando. Porque tudo que consigo pensar é: talvez eu mereça. Talvez esse seja o meu castigo.”

Mas o livro é um drama diferente, porque é mais voltado a instrução do que ao sofrimento. Mas faz sofrer sim, tá? Apesar de só ter chorado numa parte, pra quem é mais sensível, vai ser uma choradeira sem fim. Mas a leitura vale muito a pena. Livros são manuais, são mudanças, são tudo. Basta o leitor saber adquirir o certo no momento adequado.

“Você pode me fazer um favor? Quebre uma regra hoje, enlouqueça, viva o momento. Abra seu coração. Depois, abra mais um pouco. Ame muito, ame mais ainda. Não tenha medo de se expressar, de gritar, de ser ouvido. Diga EU TE AMO. Aposte todas as fichas. Aposte todas as fichas no amor. Por mim. Porque eu não fiz isso. E agora não posso mais. Isso é tudo. (Mas não o suficiente).”

Kennia Santos

SP, 20. Completamente fissurada em leitura, futebol e Star Wars.

Um comentário sobre “Resenha | O primeiro último beijo – Verus Editora

  1. Jéssica Medeiros disse:

    Meu Deus, eu sou muito chorona. Obrigada por me avisar hahaha Não sei porque, mas esse ultimo trecho me faz pensar sobre o que acontece no fim do livro com um dos personagens, mas enfim… Chorar ou não chorar, eis a questão kkkk Vou pensar com carinho e ai talvez eu compre.

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