Resenha | Samantha Sweet, a executiva do lar – Record

Oi galerinha, tudo bem com vocês?

A resenha de hoje é para quem também é fã da Rainha Kinsella ♥. Demorei pra pegar ele na estante pra ler, mas quando comecei, não consegui parar…

14031063_1363276313723070_1983733732_nSamantha Sweet tem 29 anos e trabalha na maior firma de advocacia de Londres, a Carter Spink. É vista como uma garota prodígio. Formada em Cambridge, QI 158, e também, devido à sua “pouca” idade e o status de advogada infalível.

Sweet não trabalha para viver. Ela vive para trabalhar. O famoso termo “workaholic” não se encaixa no seu quesito, pois ela é mais que isso, ela respira sua carreira, dobrando cargas horárias, ignorando a vida social, e mal tendo 6 horas de sono por dia. O seu melhor amigo e sócio da empresa, Guy, sempre a incentiva a se dedicar ainda mais para ser como ele, um sócio.

“Acho, só ocasionalmente, que me sinto como se alguém estivesse empilhando pesos em cima de mim. Como enormes blocos de concreto, um em cima do outro, e preciso segurá-los sempre, não importa o quanto eu esteja exausta…”

“Mas a verdade é que a gente se acostuma. A gente se acostuma a medir a vida em pedacinhos. E se acostuma a trabalhar. O tempo todo”.

Em um dia de reunião da Carter Spink, Samantha está fervendo de ansiedade pois, tudo indica que ela será escolhida como a próxima sócia da firma, finalmente, depois de anos de dedicação e abdicação de outras coisas.

É quando ela vê. Um erro. Um maldito erro. Tão grande que pode acabar de uma vez, não só com sua promoção – mas com sua carreira toda.

Aturdida, ela sai correndo da firma e vai para as ruas de Londres, pega um metrô sem saber o destino, apenas desesperada, torcendo para que seja apenas uma ilusão, uma ineficiência na troca de informações.

14030784_1363276333723068_359003939_nQuando ela se encontra em… Nem ela sabe onde, ela pára em uma casa para pedir informações de localização, para ir enfrentar aquilo que pode ser o encerramento de sua carreira. O que ela não imaginava? Ao ser atendida, Samantha é confundida com uma candidata a empregada doméstica. Isso mesmo. Doméstica. Sem nunca ter feito um miojo. Sem nunca ter assado um pão.

Ela tenta fugir mas, ao lembrar do que ocorreu em Londres e, olhar para o que lhe foi imposto, ela vê um desafio: como uma pessoa com QI 158 não conseguiria fazer simples tarefas domésticas? E então, só por um dia, só para clarear a mente, ela aceita o tal desafio.

HAHAHA. Nem preciso falar que deu ruim né?

” –Ah, meu Deus! –grito aterrorizada. –Ah, meu Deus! O que foi isso?

–O que, diabos, estava ali? Alguma coisa explodiu.

Minha mente dispara frenética. O que, diabos, coloquei no microondas? Tudo está turvo.

–Os ovos! – lembro de repente. – Eu estava cozinhando os ovos para os canapés.

– No MICROONDAS? – protesta ele.

PARA GANHAR TEMPO! – praticamente grito de volta. –Eu estava sendo eficiente”.

Fazer um molho especialíssimo com sal e vinho. Estragar um terno de linho e que, possivelmente, custa muito, mas muito dinheiro.

É lá também que ela conhece Nathaniel, um jardineiro da família que desconfia das suas “habilidades domésticas” desde o princípio. E uma série de outras trapalhadas, tentativas e falhas, tentativas e acertos, que faz nós, leitores, explodirmos em gargalhadas, afinal, ninguém pode ser tão ruim assim na cozinha né? Ou pode? (Eu posso).

Sophie DIVA Kinsella arrasa em mais um livro, com sua escrita maravilinda, uma personagem loucamente hilária, e um enredo um tanto improvável, mas que, por incrível que pareça, nos leva à reflexão de que, nem sempre aquilo que tomamos como meta de vida e nos dedicamos tanto, a ponto de esquecermos tudo à nossa volta, pode ser o verdadeiro caminho pelo qual devemos trilhar.

“Não se critique por não saber todas as respostas. Nem sempre sabemos quem somos. Não é preciso ter o quadro geral, nem saber para onde estamos indo. Algumas vezes basta saber o que vamos fazer em seguida”.

…E a simplicidade de fazer algo no qual você sente orgulho de ter aprendido, pode valer muito, mas muito mais do que toneladas de reconhecimento, e cinco dígitos na conta bancária.

“A gente nunca sabe o que vai acontecer, por mais que planeje”..

Super recomendado para quem ama chick-lit (tem post aqui no blog sobre este gênero) e precisa dar umas ALTAS E BOAS gargalhadas 😀

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“Se aprendi uma coisa com tudo que me aconteceu, é que não existe essa coisa de maior erro da existência. Não existe essa coisa de arruinar a vida. Por acaso a vida é uma coisa muito resistente”.

Título: Samantha Sweet, a executiva do lar | Autor: Sophie Kinsella | Editora: Record | Páginas: 514 páginas | Adicione: Skoob | Compre: Amazon (realizando a compra por este link, você contribui para o crescimento e desenvolvimento do blog ♥).

Kennia Santos

SP, 20. Completamente fissurada em leitura, futebol e Star Wars.

2 comentários sobre “Resenha | Samantha Sweet, a executiva do lar – Record

  1. Jéssica Medeiros disse:

    Eu já tava rindo aqui só com a resenha, então imagina com o livro hahah A cena do micro-ondas que você colocou ali… Foi a cereja do bolo pra mandar ele pra minha lista!! Você perguntou ali “ninguém pode ser tão ruim assim na cozinha, né”, só quero te dizer que estamos juntas, hein. Eu DEFINITIVAMENTE posso também kkkkk

    • Kennia Santos disse:
      Kennia Santos

      HAHHAHAHAHA, pois é!
      Imagina eu lendo em público, com minha risada astronomicamente escandalosa. Então bate aqui, somos horríveis na cozinha hahahah.

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