Resenha | O garoto do cachecol vermelho – Verus

Oi lindezas! <3

Hoje vou resenhar um livro que eu tinha expectativas completamente diferentes sobre ele e no fim, foi tudo inverso, da maneira mais positiva possível…

Ressaca é POUCO para descrever o que eu tô sentindo.

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A leitura, à princípio, é um pouco frustrante, eis o motivo: Melissa não é uma simples patricinha mimada e rica. Ela é a PIOR patricinha mimada e rica que pode existir na face da Terra. Do tipo que acha que o mundo gira a sua órbita, ela sempre é o foco em tudo, melhor em tudo, destaque em tudo. Todos devem se arrastar aos seus pés, porque ela é a rainha da galáxia, governa Marte, reina em Júpiter… Sem contar o preconceito com pessoas de diferentes biotipos, como obesos, deficientes (SIM!!) que ela julga terem “mutações genéticas” feitas pela ciência, e a segregação social implantada no seu meio, onde gente com um poder aquisitivo menor não tem chance nem de respirar próximo à ela, que ela acha contagiante.

Melissa sempre teve um objetivo: ser bailarina profissional. Desde que se conhece por gente ela dedica todas as horas possíveis de seu tempo com treinos e ensaiando coreografias que beiram à perfeição pois, é rica e nunca precisou de trabalho para se sustentar.

“Eu amava a forma como a luz do sol refletia nos espelhos quando eu ensaiava no fim da tarde. Era como se os anjos me observassem dançar”.

Sempre foi a melhor em todas as classes que participou, sempre teve todo destaque e atenção, e, junto com isso, veio a ambição: Juilliard. Ela não se preocupa com o que tem que fazer ou por cima de quem precisa passar para alcançar sua meta. Sério, ela é… URGH. Não existe termos para descrever.

“O álcool dá essa ilusão de liberdade, mas, depois do efeito entorpecente, a realidade volta a atingir a gente feito uma bomba nuclear, nos devastando por completo, e somos obrigados a encará-la novamente”.

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E é quando em mais uma noitada regada a beijos sem compromisso e bebida demais, véspera de ano novo, ela anda no centro com seus amigos – Pedro e Fernanda – na contagem regressiva ela avista um garoto com seus amigos “vândalos” fazendo desenhos nas ruas. Ela, curiosa, se aproxima e percebe que não é um simples desenho, feito por qualquer um, só pra passar o tempo e comemorar as “boas novas”, e sim uma mandala perfeitamente elaborada em seus mínimos detalhes, e prestes a ser finalizada com a coloração.

E é quando ele ergue o olhar pra ela. Um azul da cor do céu, brilhante como as estrelas e com uma intensidade incrivelmente intrigante.

E então ele sorri.
E ela sente algo dentro de si estilhaçar.

Sim, com autógrafo, todo lindo <3

Sim, com autógrafo, todo lindo <3

Nessa ocasião, eles têm uma “conversa” não muito agradável, afinal, ela não é um ser fácil de se lidar. Mas aquele maldito sorriso do garoto NÃO SAI DO ROSTO. E ela sente algo quebrando, quebrando, quebrando. Mas é claro que ela NUNCA vai admitir isso.

“Daniel tinha esse poder sobre as pessoas. Ele era como um farol no meio da noite escura, um ponto de luz que você tem que seguir se quiser sobreviver. Eu tinha que admitir: estava começando a me sentir atraída por esse farol”.

Todo marcadinho, a-m-o isso <3

Todo marcadinho, a-m-o isso <3

Depois de gastar linhas pra discorrer sobre a Mel, preciso de um milhão de linhas pra tentar descrever 50% do Daniel.

O tipo de ser humano que se entrega na vida, não precisa de motivo pra sorrir, não precisa de reconhecimento para ajudar. Nunca, NUNCA quer nada em troca, e olha que ele faz MUITA coisa. Ensina, orienta várias classes da aula de música sempre visando a perfeição e harmonia, tudo isso com muito amor e dedicação envolvidos, e quando sobe no palco.. não há descrição suficientemente exata para comparar.

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AH, MEU CORAÇÃO NÃÃÃÃO AGUENTA, SÉRIO.
Já nem tenho queda por loiros, daí o cara ainda de bônus canta e toca violão?
Repito: meu coração NÃO aguenta.

14384120_1397325180318183_269384553_nLogo após, ela descobre que ele é da mesma faculdade que ela, e quando ele a vê, ele não larga do pé dela. No sentido de sempre estar presente nos lugares quando ela precisa, ou sendo impertinente em ademais situações.

“Você está certa. Eu não sou ninguém. Mas, acredite, eu sei a importância que a vida tem, como ela é frágil. Quando a gente menos espera, tudo pode acabar. Tudo na vida tem um preço, mas nem tudo vale o preço cobrado”.

Quando ele, com muita insistência, propõe um acordo, ela ri da cara dele: nos próximos dois meses, ela deve passar o máximo tempo possível com ela, e esse tempo, vai MUDAR A VIDA DELA. Ela ri, mas depois analisa.. afinal, ele sempre fica no pé dela mesmo né? Pelo menos após esse acordo ridículo ele some de vez da vida dela. Então Melissa aceita o acordo.
” -Você acha que pode mudar o significado da minha vida em apenas dois meses?
-Eu tenho certeza disso.”
Apesar de ela continuar sendo egocêntrica e preconceituosa em alguns aspectos, os muros que cercam a vida da garota vão caindo, pouco aos poucos, e todo esse comportamento mostra origens e raízes muito mais intensos do que se imagina.
“O medo me impediu de me conectar emocionalmente com as pessoas. Por causa do que aconteceu, eu me fechei dentro de mim e afastei todos que tentavam se aproximar.”
“Ele enxergava a esperança em meio a todo o caos de raiva e desprezo em que eu vivia mergulhada. Sua confiança em mim me fortalecia.”
Mas, somente quando, por um descuido, um beijo acontece, é que o coração começa a doer…

E tudo, absolutamente tudo, muda. Melissa se torna um ser humano muito mudado. Quando está junto de Daniel, é como se a simples presença dele amplificasse sua visão e mente para dimensões onde ela nunca havia estado antes.

Dimensões onde, um simples sorriso dela pode mudar o dia de alguém. Dimensões onde, pequenos gestos de carinho podem gerar sorrisos tão sinceramente gratificantes que é como se um segundo sol surgisse e começasse a brilhar. Dimensões onde, se expor e revelar coisas que te machucam não te faz fraco, e sim humano.

A autora faz uma reformulação de personagem TÃO INCRIVELMENTE MAGNÍFICA, que ainda estou APLAUDINDO DE PÉ.

E não é nada do dia pra noite, ou de uma hora pra outra. Você sente a mudança acontecendo junto com a personagem, SENTE. Preconceitos sendo vencidos, segregações sendo desfeitas, julgamentos desmontados, sensibilidade exposta, sentimentos à flor da pele..
O que Daniel fez e mostrou à essa menina? É INDESCRITÍVEL.

“Como eu disse antes, não posso garantir nada. Mas posso prometer que, enquanto eu estiver no controle das coisas, e enquanto você quiser minha ajuda, vou fazer tudo o que eu puder pra te deixar feliz.”

A paciência, a atenção, o cuidado… meu Deus, meu coração se derrete só de lembrar.

“Ah, aquele garoto. Como era possível que ele existisse? Como era possível que alguém conseguisse me fazer sentir daquele jeito, como se estivesse completa finalmente, depois de uma vida inteira sentindo como se faltasse um pedaço de mim? Era dele que eu sempre precisei, e de quem ainda precisava.”

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“Ele disse que tocar era tão libertador quanto o amor podia ser, porque em ambos, se fossem puros, não haveria obrigações ou parte ruim, e os dois podiam ser igualmente lindos, se fossem guiados pelo coração.”

Quando finalmente eles parecem se acertar com relação aos dois, um baque incrível ocorre e mais reviravoltas acontecem. Uma decisão que virá a mudar o mundo dos dois. Se será de forma positiva ou negativa, só o destino pode dizer.

“Quanto mais rápido me afastasse, menos dor nós dois íamos sentir. Pelo menos foi o que pensei, mas, depois que você foi embora, eu vi que viver sem você é a mesma coisa que não viver.”

14397366_1397323113651723_12016272_nEu não tenho como escrever sem o ar diminuir um pouco à minha volta, porque ESSE LIVRO, ESSA HISTÓRIA, deveriam ser expostos num museu para que cada ser humano existente na terra pudesse apreciar um pouco da sua beleza e autenticidade.

Arrepiou cada célula, fez meu coração falhar várias bátidas, fez lágrimas e mais lágrimas caírem..

Mas ao terminar o livro, o que eu senti (além da IMENSA RESSACA) se resume em uma palavra: esperança.

Esperança de que o mundo pode se tornar melhor.

Esperança de que pessoas com a força do Daniel ainda existam em meio a todo esse caos e desordem.

Esperança de que o verdadeiro amor, muita vezes confundido com sentimentos e desejos momentâneos, realmente existe.

Daniel pode ser comparado à Katie, protagonista do livro Raio de Sol (confira a resenha completa do post AQUI) da Kim Holden, pois como ela, é o tipo de personagem que dá sentido e vida à história, é o que instiga o leitor a continuar adentrado no mundo criado entrelinhas.

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“Era uma vez uma menina que sonhava em ser bailarina. Ela tinha sapatilhas mágicas, que faziam com que cada um dos seus passos fosse perfeito. Sempre que alguém a assistia, passava a ver o mundo com outros olhos por causa da sua mágica. Mais cores, mais vida… tudo! Um dia, um homem malvado roubou as sapatilhas da menina enquanto ela dormia, e trancou numa torre bem alta e escura, onde ninguém a ouviria, mesmo se gritasse bem, bem alto por ajuda. Ela sabia que só poderia sair da torre quando tivesse suas sapatilhas de volta, e, como não tinha mais esperanças de sair de lá, desistiu de pedir ajuda. Ela deixou que toda aquela tristeza e escuridão fossem para dentro dela. E assim se passou muito, muito tempo, até que um dia chegou um príncipe. Um príncipe com uma capa vermelha, que prometeu que um dia a tiraria daquela torre horrível e encontraria as sapatilhas dela. Seja lutando contra um dragão enorme e feio ou brigando loucamente com a bailarina, porque no fundo ela é uma chata. Se ele conseguir, como ela acha que vai, então ela vai dar o seu coração para ele como forma de agradecimento…”

O garoto do cachecol vermelho vai mudar sua perspectiva sobre muita coisa na sua vida, irá te levar a uma montanha russa de emoções e descobertas, e te arrancar suspiros de renovar a alma…

Lembrando que, euzinha aqui fiz uma playlist especial para o livro, porque, uma das formas mais lindas de expressão é a música, né? Algumas músicas são citadas no livro, outras acrescentei porque quando ouvi, eu me transportava diretamente pro universo da Mel e do Dani. Dê o play:

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Título: O garoto do cachecol vermelho | Autor: Ana Beatriz Brandão | Editora: Verus | Especificações: 294 páginas | Adicione: Skoob | Compre: Amazon (realizando a compra por este link, você contribui para o crescimento e desenvolvimento do blog ♥).

Kennia Santos

SP, 20. Completamente fissurada em leitura, futebol e Star Wars.

2 comentários sobre “Resenha | O garoto do cachecol vermelho – Verus

  1. Jéssica Medeiros disse:

    Eu gosto de livro é assim!!! Pra sofre e chorar mesmo haha Brincadeira, mas cá entre nós que é o que acaba acontecendo quando lemos, né!! Eu to tão louca pra ler esse livro, mas ainda não pude comprar… Só fiquei infinitamente chateada porque acompanho tudo o que vem saindo sobre o livro e em um jornal online revelou um grande spoiler do livro (eu acredito que seja spoiler porque você não falou disso, então…)!!!
    E olhem que coisa maravilhosa:: a ANA BEATRIZ BRANDÃO VAI ESTAR EM FORTALEZA NO PRÓXIMO MÊS!!!! Eu nem to me aguentando de tanta felicidade hahah Só espero que minha linda faculdade seja fofinha e não me encha de coisa pra fazer porque senão eu não posso ver ela :'( Torçam pra que eu consiga ir rsrs

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