Resenha | Em algum lugar nas estrelas – DarkSide®

Olá, gente linda <3

Hoje vou resenhar um livro com uma baita história montada a partir de coisas singelas, provando que coisas grandes podem SIM provir de simplicidades.

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A história se passa na década de 40, onde a segunda Guerra Mundial finalmente está na reta final, e o pai da Jack Baker, comandante resoluto da marinha, está retornando para casa. Infelizmente, esse retorno é marcado pela morte da mãe de Jack, que deixou o filho de 13 anos nas mãos de um pai que mal o conhece. Sem condições psicológicas e forças para começar a criar o menino, o Capitão da Marinha resolve mandá-lo para um colégio interno, localizado no Maine.

Edição MAGNÍFICA da Darkside <3

Edição MAGNÍFICA da Darkside <3

Por ser o único de origem do Kansas no colégio, que é repleto de crianças com pais e parentes influentes em política, exércitos e cargos de alto valor na sociedade, Jack encontra uma enorme dificuldade para se enturmar. Qualquer lugar que lhe permita refletir mais profundo, faz ele se lembrar de sua mãe, o que faz o coração do garoto se retorcer cada vez mais, devido à culpa que carrega, do imenso buraco que essa perda tão inesperada acarretou em sua vida. Ele não apenas perdeu a mãe, como também perdeu a si mesmo.

“Minha mãe era como a areia. Do tipo que esquenta na praia quando você sai da água tremendo de frio. Do tipo que gruda no corpo, deixando uma impressão na pele para fazer você se lembrar de onde esteve e de onde veio. Do tipo que você continua achando nos sapatos e nos bolsos muito tempo depois de ter ido embora da praia.”

É quando ele conhece Early Auden. Um rapaz muito, muito diferente dos demais. É taxado de esquisito pelos colegas, devido à ausências repentinas e reações peculiares diante de algumas questões.

“Mas essa é a questão de estar perdido. Ter liberdade para ir a qualquer lugar, mas não saber onde ficava nenhum.”

Auden permanece às escuras do colégio, vai à aula quando quer e, permitem que ele faça isso porque era filho do antigo zelador. Vive no porão, ouvindo seus antigos LP’s de grandes compositores como Billie Holliday, Frank Sinatra, Mozart e Glenn Miller. Também reúne a maior quantidade possível de conteúdo, como recortes, notícias e imagens, sobre o grande Urso Apalache, uma lenda no Maine. E pra completar a série de distinções, lê e cria muitas histórias que envolvam “Pi” e suas sequências numéricas.

“Talvez deva se concentrar na beleza daquelas estrelas lá em cima, em vez de pensar só na função delas. Olhe para elas, admire-as, deixe que o fascinem, antes de esperar que elas o guiem. Além do mais, quem pode dizer que um grupo de estrelas tem que ser sempre igual? Aquelas estrelas lá em cima são atraídas umas pelas outras de muitas maneiras diferentes. Conectam-se de formas inesperadas, como pessoas.”

Durante um período de folga das aulas, onde os demais alunos foram visitar seus parentes e amigos, Jack e Early, já próximos, saem de barco numa jornada em busca do Grande Urso Apalache. Early omite, mas além disso, existe um outro objetivo ao percorrer essas trilhas – uma esperança que seu irmão dado como morto em combate, no exército americano, ainda esteja vivo e perdido, comparando-o com a trajetória numeral de Pi -.

“Quando o pescador joga a linha, é como se jogasse seus problemas para a correnteza levá-los embora. Por isso, eu continuo jogando.”

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Eles saem nessa jornada sem mapas, bússolas, ou qualquer outro artefato que auxilie em direcionamento ou localização, e então, Early usa a história de Polaris, a constante matemática, para guiar o caminho e prever o que acontecerá em seguida.

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Nesse caminho, eles conhecem personagens memoráveis, que mudam a ideia dos mesmos sobre a trilha, o destino, a vida e os objetivos. Então, passam a se questionar se o que sempre levaram como verdade absoluta é conceitualmente verídica.

Qual será o resultado dessa jornada? O encontro de si mesmos? A perda? 

“Às vezes, é melhor não ver todo o caminho que se estende diante de você. Deixe a vida surpreendê-lo.”

Em “Em algum lugar nas estrelas”, Clare Vanderpool nos mostra, através das suas grandes camadas de imaginação, que a imaginação pode se tornar ponto de referência para se encontrar o real sentido da vida, e que as coisas simples podem gerar grandes mudanças e avalanches no destino de alguém.

“Ninguém pode dizer nada sobre saber o nome das estrelas. O céu não é um campeonato ou uma prova. A única pergunta é: você consegue olhar para cima? Absorver tudo aquilo? Quanto ao nome das constelações, elas não são meio nem fim. As estrelas estão presas umas às outras. Estão lá para serem admiradas. Olhadas, desfrutadas. É como pescar com vara. Pescar com vara não é sobre pegar o peixe. É aproveitar a água, a brisa, os peixes nadando à sua volta. Se pegar um, ótimo. Se não… melhor ainda. Significa que você pode voltar e tentar de novo!.”

A editora DarkSide® criou uma playlist no Spotify com uma seleção de músicas incríveis para ouvirmos enquanto lemos, confira:

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Ficha Técnica:  Título: Em algum lugar nas estrelas | Autor: Clare Vanderpool | Tradutor: Débora Isidoro | Editora: DarkSide® | Especificações: 272 páginas (estimadas), Limited Edition (capa dura) | ISBN: 978-85-66636-83-3 | Adicione: SkoobGoodreads | Compre: Amazon (realizando a compra por este link, você contribui para o crescimento e desenvolvimento do blog ♥).

**Em compromisso com o leitor, informamos que este livro foi cedido pela DarkSide® Books para resenha no blog**

Kennia Santos

SP, 20. Completamente fissurada em leitura, futebol e Star Wars.

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