Resenha | O ano em que te conheci

Hello guys! <3

Tudo ok com vocês? Hoje vou resenhar um livro de uma escritora que é um arraso, porém tem seus altos e baixos quando se trata de história (acho que todas têm, certo?). Vamosss?

14012137_1363276080389760_1836711780_nJasmine tem tem 33 anos e é uma “workaholic”. Ou melhor, era.
Há quatro anos trabalha na mesma empresa, junto com Larry, seu companheiro de fundação. O nome do lugar é Fabrica de Ideias, onde ajudavam organizações no desenvolvimento de suas ideias. Não como uma empresa de consultoria mas, com uma melhoria de implementação e garantia de monitoramento até o fim. Mas diferente de Larry, que pensava no negócio como algo que poderia vir a crescer, Jasmine sempre teve o objetivo de vender o negócio e começar com outra coisa.

“Não podemos passar essa hora da mesma maneira, nem podemos pensar sobre ela do mesmo jeito. Faça o que quiser com a sua, mas não me arraste junto; não tenho tempo a perder. Se quiser fazer alguma coisa, você tem de fazer isso agora. Se quiser dizer alguma coisa, precisa dizer agora. E, principalmente, tem de fazer você mesmo. A vida é sua, é você quem vai morrer, é você quem vai perder.”

“Você colhe aquilo que planta, mesmo na morte. E então eu comecei a plantar.”

Até que, ela é afastada, e perante contrato, deve ficar de licença remunerada por 12 meses como garantia contratual de que não vá trabalhar para concorrência.

“As pessoas são a coisa que mais irrita na vida. Fico irritada porque tantas não têm o mínimo senso comum, porque suas opiniões podem ser tão atrasadas e tendenciosas, e tão completamente frustrantes, equivocadas, mal informadas e perigosas que não consigo nem mesmo ouvi-las.”

Jasmine, a sempre ocupada e trabalhadora, perde o chão. Que RAIOS ela faria sem trabalhar por 12 meses?
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Matt Marshall é um famoso locutor de rádio da Irlanda, conhecido desde sempre por dar voz ao público e abordar assuntos polêmicos, gerando uma guerra de conceitos e opiniões. Até que, mediante a um incidente grave ocorrido em um dos programas, Matt é afastado sem previsão de retorno. Diante disso, ele começa a ter sérios problemas com a bebida, causando sofrimento e raiva na sua mulher e seus três filhos, até que a mesma toma uma atitude pra tentar abrir os olhos de Matt.

Jasmine e Matt são vizinhos, mas nunca se falaram. Uma das razões é da raiva que Jasmine sente por algo que ele fez no passado, não diretamente apontado à ela, mas suficientemente ruim para que ela nunca esteja disposta a mudar de ideia a respeito dele.
Até que, em plena véspera do ano novo, seus olhares se cruzam, e o que parecia não passar de um simples olhar, torna-se a abertura para um novo caminho para ambos.

“Todos nós temos momentos marcantes em nossa vida, períodos que influenciaram mudanças pequenas ou profundas dentro de nós. Posso pensar em quatro momentos transformadores para mim: o ano em que nasci, o ano em que soube que ia morrer, o ano em que minha mãe morreu e agora tenho um novo, o ano em que te conheci“.

“Ouvi sua voz todos os dias, escutei as palavras repulsivas que compõem seus pensamentos de mal gosto e te julguei. Eu não gostava de você. No entanto, você é prova de que é possível achar que se conhece alguém sem nunca conhecer de verdade”.

Nessa história, aprende-se que o que pensamos à respeito de alguém baseado em atitudes vistas por fora, corre grande risco de estar sendo avaliada sob ângulos errôneos, e que, mesmo quando você não tem a intenção genuína, mas realiza o ato “sem querer”, o mesmo pode acarretar a resultados drásticos na sua vida.

14017930_1363276103723091_1273197904_nSempre achei que Cecelia Ahern, tem uma ótima escrita, mas o pecado desse livro é o excesso (excesso MESMO) de monólogos e rodeamentos (dada a minha classificação, 3 estrelas), por exemplo, quando algo do passado é relembrado, ela traz à tona todos os detalhes dessa coisa, discorrendo em até três páginas o que acontece, pra voltar no presente e fazer uma simples comparativa que facilmente poderia ser feita de forma menos prolixa.
O livro tem sim uma história rica, mas com esse vai-e-vem fica cansativo.

É narrado sob o ponto de vista da Jasmine, mas sempre que a mesma se refere ao Matt é transcorrido através do sujeito oculto – você.

O ano em que te conheci nos proporciona reflexão, e poderia facilmente se enquadrar no quesito autoajuda porém, não através de tópicos, mas sim com uma história que te faz pensar no seu caminho até aqui e nas futuras curvas que virão no futuro. Induz a questionar sobre objetivos, personalidades e julgamentos com relação ao próximo. Se vale a pena a leitura? Vai depender de você.

Pra mim, não fluiu tanto pela forma no qual foi posto, mas eu não desisto da Cecelia. Tanto que só falta “O presente” pra eu completar minha coleção <3 :

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Galera, essa foi a resenha de hoje, espero que gostem <3

Se já leram ou pretendem ler algum livro da Cecelia, comentem aqui em baixo. Beijos e até semana que vem <33

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Título: O ano em que te conheci | Autor: Cecelia Ahern | Editora: Novo conceito | Páginas: 336 |  Ano: 2016 | Adicione: Skoob | Compre: Amazon (realizando a compra por este link, você contribui para o crescimento e desenvolvimento do blog ♥).

Kennia Santos

SP, 20. Completamente fissurada em leitura, futebol e Star Wars.

Um comentário sobre “Resenha | O ano em que te conheci

  1. Jéssica Medeiros disse:

    Eu nunca li nenhum livro dela, só assisti os filmes… Achei a capa lindinha, as cores e tal, muito bonitinho, mas não me interessei muito por esse porque a sinopse não me chamou muito atenção

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