Resenha | Lembra de mim?

O que falar dessa mulher? SOPHIE É RAINHA, diva, lacradora, sem mais!
Me desculpem Jane Costello, Gemma Townley, Robin Benway, vocês são ótimas, mas nunca, nunca vi uma pessoa que é tão excepcionalmente boa no chick-lit igual a Kinsella.

Fonte: Google Imagens

Fonte: Google Imagens

A história é sobre Lexi Smart. Ela desperta após sofrer um grave acidente de carro, pensando que está no ano de 2004, com 25 anos, uma aparência “peculiar” e dentro de um relacionamento com mais baixos do que altos.

Mas, inexplicavelmente, conforme as pessoas que vem lhe visitar apontam, ela está em 2007, tem 28 anos, é chefe do seu departamento, sua aparência que era desastrosa veio a ser incrivelmente transformada para atraente, e ela é casada com Eric, um milionário, que mora num loft maravilhosamente luxuoso.

O que teria acontecido? Estaria Lexi sonhando? Passando férias numa Nárnia inventada pela própria mente?

“Minha teoria é que se eu ficar suficientemente parada, talvez a tempestade da minha mente se acalme e tudo se encaixe”.

O livro começa bastante mediano, porque depois do prólogo fica naquela coisa “você não se lembra?”, “quem é você?”, “eu gostava disso?/fazia isso?”, e fica bastante parado nessa enrolação de questionamento, e a história parece que não vai pra frente porque a Lexi não consegue se encaixar ou localizar em ambiente algum.

O negócio começa ficar interessante quando aparece o Jon.

*suspiros*
AH, JON <333

Ele é o elemento chave da história, sendo amigo de trabalho do marido de Lexi, tinha alguma proximidade com ela e parece ser  a única pessoa disposta a ajudá-la a arrumar a bagunça de fragmentos que restou na memória. A partir de então as coisas começam a fluir, o livro começa a abordar o gênero no qual foi posto, você começa a RIR, mas RIR MUITO (Sabe aquelas risadas ABSURDAS que você só tem quando está em casa porque parece uma hiena fanha? Então…).

Quando você acha que não tem como a situação piorar, Lexi se enfia numa situação – no mínimo – duas vezes pior que a anterior.

“O negócio com relação a desistir é que nunca sabemos. Nunca sabemos se poderíamos ter conseguido”.

Todos os ambientes são bem posicionados e descritos, o leitor consegue se localizar, imaginar e realmente entrar na história, se corroer junto com a Lexi nessa situação incrivelmente inusitada e ao mesmo tempo divertida e curiosa.

Sobre os personagens: vou dar prioridade ao Eric, porque ele é uma droga, sabem? Uma maldita D-R-O-G-A, não sei como a Lexi conseguiu aguentar tanto tempo com um robô daqueles na casa dela, que não dá a mínima para as pessoas nos arredores ou os sentimentos da esposa, mas eu ri HORRORES, digo, muito MESMO em situações que envolviam esse casamento. Lembrem-se da expressão Mont Blanc quando forem ler, HAHAHA. Não me aguentei, uma das cenas mais engraçadas do livro (se não for a mais).

A mãe dela é outro desleixo total, que prefere se fazer mais presente para os bichos de estimação do que dar um suporte real para a própria filha que está totalmente perdida num buraco negro de 3 anos (não são dias, não são meses, são ANOS!). As amigas dela tiveram uma participação bem resumida, até porque houve alguma situação que separou-as abruptamente. Mas, apesar de poucas cenas, eu amei amei a Fi e em como ela se arriscou pra ajudar Lexi , mesmo diante de todas as circunstâncias.

Sobre a Rosalie-bitch – que foi apresentada como uma super amiga -, é só uma socialite mimimi que apareceu para atrapalhar tudo, TUDO! (ARGHHHH!)

Eu amei o Jon, amei a forma como ele se expressa com ela – não colocando pressão -, mostrando através de pequenos gestos que, ele falava sim, a verdade, mesmo tendo evidências explícitas à primeira mão, preferiu se infiltrar aos poucos e mostrar a realidade caótica na qual Lexi se encontrava. Amei cada apelido e a forma pela qual ele se revelava pra ela.

“você-guincha-como-um-porquinho-da-índia”

(achei essa parte tão, tão, TÃO fofa).

E o fim foi maravilhoso, achei meio rápido a forma como ela discorreu o ambiente de trabalho, mas foi lindo, romântico, engraçado e natural, sem deixar nada a desejar, porque Sophie, meus amigos, Sophie é rainha!

Título: Lembra de mim? | Autora: Sophie Kinsella | Editora: Record | Páginas: 400.

Kennia Santos

SP, 20. Completamente fissurada em leitura, futebol e Star Wars.

2 comentários sobre “Resenha | Lembra de mim?

  1. Jéssica Medeiros disse:

    Uau!! Sempre ouvi falar sobre essa autora, mas unca li uma resenha de um livro da Sophie… To encantada com o que você disse desse livro. Caramba, preciso muito ler <3

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