Resenha | FanGirl

E aí, pessoal? FanGirl é a minha primeira leitura da Rainbow Rowellautora tão elogiada ultimamente que fica extremamente difícil não criar a mínima expectativa -. Creio que Eleanor & Park seja a obra mais comentada de sua autoria, logo depois vem FanGirl, este favoritadíssimo pelo Victor Almeida, do Geek Freak, o que me estimulou ainda mais na leitura. Chega de conversinha, e vamos a resenha.

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Título: Fangirl.
Autora: Rainbow Rowell.
Número de Páginas: 424.
Editora: Novo Século.
Avaliação: ♥ ♥

Cather (Cath) – protagonista da história – e Wren são irmãs gêmeas marcadas por uma “tragédia” – no 11 de setembro, foram abandonadas pela mãe -, desde então, a criação das filhas ficou apenas por conta do pai, o que fez muito bem. No livro, as irmãs são apresentadas com 18 anos, com personalidades bem distintas, prestes a mudar de cidade e iniciar a faculdade.

“Eu sou maluca. Tipo, talvez você ache que eu sou um pouco maluca, mas eu só deixo as pessoas verem a ponta do iceberg de maluquice. Por baixo dessa aparência de um pouco maluca e levemente retardada socialmente, eu sou um completo desastre.”

Atualmente, Wren faz mais o estilo “bitch”, frequentadora fixa de todas as festas, detentora de todas as bebidas do local e com direito a uma amiga idêntica em atitudes – Courtney. Cath continua a mesma da infância, fã de Simon Snow, escritora de uma fanfic sobre Simon Snow e cheia de traumas, receios e uma síndrome do pânico em desenvolvimento, na qual ela se abriga como em um escudo a defendendo de tudo e todos, sua zona de conforto.

Cath com seu notebook contendo a fanfic sobre Simon e Baz. | Fonte: Google Imagens

Com a faculdade, Cath e Wren se veem cada vez menos, com atitudes tão diferentes da irmã, Cather tenta busca-lá de volta para o seu mundo de Simon Snow e, claro, ao seu lado, mas não é isso que Wren deseja, ela quer se ver livre, em específico, da irmã.

“Era por isso que Cath escrevia as histórias. Para ter esses momentos em que o mundo deles suplantava o mundo real. Quando ela podia simplesmente cavalgar nos sentimentos dela como uma onda, como algo flutuando morro abaixo.”

Cath tenta, a cada dia, se ajustar em um local que não é só seu, uma área movimentada. Ao longo do livro vai criando laços com Reagan (companheira de quarto), Levi (suposto namorado de Reagan) e Nick (parceiro de escrita). Vemos uma tentativa de evolução com os conflitos encontrados por todos os personagens ao decorrer do livro, ponto alto da trama.

Wren e Cath, respectivamente, ilustradas. | Fonte: Google Imagens

Não me relacionei das melhores maneiras com Fangirl. Rainbow Rowell tem uma escrita fluída, mas a sua narrativa não prende o leitor 100% na história, não nos apresenta um caminho a seguir, um pequeno suspense para descobrir ou uma história para se agarrar, é aquele tipo que qualquer outra coisa nos distrai facilmente e nos retira da leitura.

Praticamente todos os personagens do livro não possuem uma estabilidade, são cativantes por 10 páginas e chatos por 40. A única personagem que realmente me deixou encantado com a rigidez de sua personalidade foi Reagan. Cath é extremamente chata em muitas partes, o que daria pra entender por conta de sua autoexclusão, se não fosse repetidas vezes.

Fangirl é repleto de recaídas em cada capítulo. Eu mesmo ao ter, literalmente, finalizado a leitura agora, não sei dizer uma cena marcante da história. Entretanto, o livro merece alguns pontos positivos para a criação de vários conflitos durante a trama, como a síndrome do pânico, a zona de conforto, a fase rebelde da adolescência e outras mais (mesmo que alguns sem soluções) e outro ponto para a fluidez, afinal é m livro imenso, não o ter abandonado se deve a isso. Muita gente gosta, então tente a leitura e conta o que achou.

Outras capas da obras. | Fonte: Google Imagens.

Até breve, até logo.

Ycaro Santana

Baiano, 15 anos, estudante. Quando não me encontrar lendo, verás uma extensão infinita de outras possibilidades envolvendo a literatura, seja escrevendo, acompanhando adaptações ou buscando novas opções para viver. Permaneço em meu mundo particular e, algumas vezes ando por este planeta chamado Terra.

20 comentários sobre “Resenha | FanGirl

  1. Jéssica Medeiros disse:

    Mesmo com sua resenha maravilhosa, ainda não conseguir me interessar pelo livro… Nenhuma das tramas de Rainbow conseguiu me interessar de algum modo. Tenho curiosidade para ver a escrita dela, mas infelizmente não consigo.

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