Resenha | Cidades de Papel

E aí, pessoal? Cidades de Papel é uma obra que divide opiniões – os típicos livros correspondidos por amor ou ódio. John Green segue uma linha em alguns pontos e focos de suas narrativas (como eu disse AQUI) mas, mesmo assim, consegue surpreender e agradar de uma maneira, seja ela positiva ou negativa.

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Título: Cidades de Papel.
Autora: John Green.
Número de Páginas: 368.
Editora: Intrínseca.
Avaliação: ♥ ♥ ♥ ♥ ♥
A narrativa começa nos dando informações básicas para o decorrer da história: o livro é narrado por Quentin. Este é apaixonado por sua vizinha, Margo Roth Spielgelman, garota que conhece desde bem pequeno. Aos 9 anos eles estão dando uma volta de bicicleta pelo parque quando encontram um homem ensanguentado e caído na estrada, Quentin recua, mas Margo é mais sagaz e curiosa, se aproxima e deduz que os fios do desconhecido tinham se arrebentado.

Capa de apresentação do filme.

É estabelecida uma passagem de tempo, agora ambos possuem 18 anos, Quentin, apelidado de Q., continua apaixonado pela mesma garota que conhecera quando criança e é amigo de longa data de Ben e Radar. Já Margo é a garota mais popular da escola, continua com seu espírito de coragem e não mantém nenhuma relação com Q., além de vizinhança.

Quentin e os amigos.

Em uma noite, Margo vai à janela de Quentin e lhe proporciona uma aventura (nada de extrema importância para o livro, mas que nos emerge e envolve na leitura), Q. aceita, dirige a minivan de sua mãe por vários locais da cidade indicados por Margo Roth Spielgelman e coloca o plano da garota em ação. O mais interessante de toda a viagem é uma observação de Margo:

“É uma cidade de papel. Quer dizer, olhe só para ela, Q: olhe para todas aquelas ruas sem saída, aquelas ruas que dão a volta em si mesmas, todas aquelas casas construídas para virem abaixo. Todas aquelas pessoas de papel vivendo suas vidas em casas de papel, queimando o futuro para se manterem aquecidas. Todas as crianças de papel bebendo a cerveja que algum vagabundo comprou para elas na loja de papel da esquina. Todos idiotizados com a obsessão de possuir coisas. Todas as coisas finas e frágeis como papel. E todas as pessoas também.”

Q. chega em casa radiante, nota-se que foi uma realização particular em sua vida, uma noite, mesmo que não como desejada, com a sua paixão de infância. O atual desejo de Quentin é chegar no colégio e receber um caloroso abraço de Margo, mas isso não acontece, a menina de cabelos castanhos falta aula, o que logo depois é explicado como um desaparecimento.

Fonte: www.vivendonoinfinito.com

Fonte: www.vivendonoinfinito.com

É a 5ª vez registrada que Margo foge de casa. Mas, dessa vez ela estava demorando a voltar. Por isso, descobrimos que a menina sempre deixa pistas para onde vai, o que Quentin não deixa passar em branco, esse é o momento dele mostrar a coragem que lhe faltava.

“Ir embora é uma sensação boa e pura, apenas quando você abandona uma coisa importante, algo que tem significado. Arrancando a vida pela raiz. Mas só se pode fazer isso quando sua vida já criou raízes.”

John Green mostra mais uma vez a sua escrita fluída e mais voltada para os jovens e os adolescentes. Em Cidades de Papel ele é realista e mostra que os seus personagens são pessoas e, não, marionetes que ele poderia manipular para algo fantasioso.

Fonte: leitoresdepressivos.com

Fonte: leitoresdepressivos.com

O autor é famoso por suas pesquisas antes da escrita do livro, sem dúvidas ele buscou e muito para construir e desmistificar, respectivamente, uma cidade de papel. A maioria das pessoas que não gostam do livro argumentam sobre a Margo, mas ela é uma personagem exótica, que se dane o futuro, ela quer viver o presente e se descobrir.

“O para sempre é composto de agoras.”

Um final de papel não seria plausível para este livro. É um livro bem recheado, mostra a verdadeira face do ser humano, a busca por uma identidade, a quebra da máscara, mesmo que para isso haja qualidades e defeitos sempre presentes. Recomendadíssimo!

Até breve, até logo.

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Ycaro Santana

Baiano, 15 anos, estudante. Quando não me encontrar lendo, verás uma extensão infinita de outras possibilidades envolvendo a literatura, seja escrevendo, acompanhando adaptações ou buscando novas opções para viver. Permaneço em meu mundo particular e, algumas vezes ando por este planeta chamado Terra.

24 comentários sobre “Resenha | Cidades de Papel

  1. crisdesouza disse:

    Olá…
    Preciso confessar que ainda não tive oportunidade de ler esse livro… Apenas assisti ao filme e gostei bastante… Amo a escrita do John Green que vem sempre para surpreender e dar um final um tanto quanto inesperado às histórias… Amo essa frase: “O para sempre é composto de agoras”, e espero poder ler esse livro em breve para conhecer por completo as aventuras de Q. e Margo.
    Abraços.

  2. Jéssica Medeiros disse:

    Taí um livro que divide mesmo opiniões hahaha Quando estava lendo só não gostei de algumas poucas partes, mas pra mim é o melhor livro do John Green depois de Quem é Você, Alasca <3

  3. Lary lima disse:

    Ooii, Bom sobre esse livro eu JÁ li Mas infelizmente não gostei 🙁 não conseguir extrair a essência Desse livro ele foi um livro que dividiu muitas opiniões o começo dele até que tava bom pra mim , mas quando chegou na metade que ela foge e tals foi perdendo o sentindo o livro deu muitas voltas e começou e me entediar e difícil acontecer isso mas infelizmente N gostei 🙁 gostei de algumas falas por exemplo quando ela fala que e uma cidade de papel com pessoas de papel .e realmente o autor ele busca pesquisar antes de escrever seus livros mas n conseguir encontrar a essência desse bjs

    • Ycaro Santana disse:
      Ycaro Santana

      Oi, Lary. Ele é um grande divisor de opiniões. O começo do livro me chamou bastante a atenção, toda a história de vingança foi me envolvendo e me dando cada vez mais curiosidade para descobrir o ruma da história. Eu achei super legal a parte da fuga, mostra que ela vivia em um padrão da sociedade e tentou fugir disso, sem falar que a criação dos pais não era nada boa. Mas entendo o porquê de você não ter gostado.

  4. Aline Santos disse:

    Olá Ycaro!
    John Green sempre me surpreendendo msm!
    Não li ainda, mas já estou encantada com esse livro!
    Gosto mto da forma q ele descreve a historia com detalhes…
    Adorei!
    Bjs!

  5. Vivian Rocha disse:

    Oi Ycaro!
    Não li o livro, porem assisti o filme, não sei se há muitas diferenças entre eles. Não gostei muito do enredo em sim, mas concordo que o ponto alto do livro é Margo! Ela é ma personagem diferente das demais, mostrando mesmo a realidade do ser humano.
    Bjs

    • Ycaro Santana disse:
      Ycaro Santana

      Oi, Vivian, A adaptação costuma ser fiel em boa parte das cenas. A Margo rouba todos os holofotes para ela, sem dúvidas. O enredo me cativou pela história de amor platônico e o mistério em questão.

  6. Venus S disse:

    Eu li o livro e também vi o filme e me apaixonei por ambos. A Margo tem tudo que eu sempre quis ter: coragem, sarcasmo, beleza… O que me faz ficar cada vez mais apaixonada por ela. Já o Quentin tem a parte apaixonada e esperançosa que sempre tem nos livros do Green. Amei a resenha e já estou querendo ler de novo, parabéns.

  7. Tatiana disse:

    A RESENHA DA DISCÓRDIA! Kkkkkk tardo, mas não falho em vir aqui registrar minha posição a respeito da Margo Amarga!
    Não dáááá, moço! Eu entendo a visão da Margo de não querer aquele clássico futuro pré-moldado de faculdade-casamento-família-emprego de escritório. Mas o jeito que ela faz isso e essa decisão bicho-grilo não me descem! Primeiro, largar tudo pra trás, inclusive família, acho desnecessário. Os pais a sufocavam um pouco (aquele desdém da mãe por ela, no filme fica bem gritante na cena do desaparecimento), mas nada que ensejasse cair no mundão, rs.
    Eu sempre acho que é importante ter um plano, mesmo que, por algum motivo, você não vá segui-lo. É a coisa de sempre ter um norte. É plenamente possível ter um plano de não ir pra faculdade, mas é preciso um plano para definir como se sustentar. Viver sem se preocupar com o amanhã só funciona na ficção mesmo.
    Bem, continuo achando Cidades de Papel ruim e fraco. Q. e seus amigos são o que há de mais interessante, voto sim por um spin-off só deles, em uma road trip, haha! Mas sem essa Margochata ¬¬
    Beijos!

    • Ycaro Santana disse:
      Ycaro Santana

      A margarida tinha que aparecer, kkkkk. A cena do filme deve ficar gritante mesmo, mas se uma única cena representa o desdém da mãe em relação a filha, imagina o que ela já nao passou com a família??? Eu também teria todo um plano na cabeça sobre minha fuga, mas não nego que queria cair no mundão igual a Margo. “Viver sem se preocupar com o amanhã só funciona na ficção mesmo.”, infelizmente é uma verdade, mas eu acho que é uma maneira dela sair da sua própria prisão, deixar de ser apenas papel e moldar o seu futuro, afinal ela só tem 18 anos. Continuo achando uma história leve, mas com uma mensagem bem legal da Margo, que pode passar despercebida por alguns. Q. é um p***de um menino chato, esse amor platônico dele é insuportável, o Ben e um babaca d colegial, o Radar é legal. Por um spin-off da vida da Margo em sua cidade de papel eu voto SIM!
      Beijinhos!

      • Tatiana disse:

        Qual adolescente nerdzinho tipo o Quentin não tem um amor platônico? E é só um a adolescência toda kkkkk. Mas nem achei que ele babava tanto na Margo, eu via mais como uma paixonite de criança.
        Spin-off da Margo não tem graça. Ninguém vai querer ler o diário de uma hippie de beira de estrada kkkk!
        ;***

        • Ycaro Santana disse:
          Ycaro Santana

          O Quentin babava demais a Margo, sim! John Green só não narrou a espera dele – por anos – pela Margo em sua janela. Eu sei que a Margo é encantadora, mas essa paixonite do Q. é chatérrima. Spin-off da Margo tudo de bom. Quem quer ler planos em postos de gasolina e lembranças do Q. em relação a Margo?!

  8. Maria Fernanda Pinheiro disse:

    Diferente de você, eu não gostei nem um pouco do livro, achei muito mobilizado e a paixão do Quentin pela Margo é bastante irritante, ele acha que ela é perfeita, só no final que reconhece que ela é apenas uma pessoa, isso que causou a reviravolta do livro, ele pensar que ela iria se arrepender.. achei o final um grande ”tapa na cara” mas acho que foi o melhor que o livro poderia ter

  9. Marlene Conceição disse:

    Oi.
    Eu já tinha ouvido falar desse livro, mas confesso que nunca li.
    Achei bem interessante a a premissa desse livro, clichê mais ainda interessante.
    Fiquei curiosa para saber o real motivo dela fugir de casa.
    Boa Noite.

  10. Flávia Pachêco disse:

    Eu não li e nem assisti o filme. Acho que porque me decepcionei um pouco com A Culpa é das Estrelas! Fui com muita expectativa pra ler, porque muitas pessoas falavam super bem na época, mas quando li não achei tudo aquilo, talvez pelo momento que eu estava lendo, não sei. Mas depois assisti o filme e gostei um pouco mais do que do livro, haha. Mesmo assim não foi meu favorito, não chegou nem perto de ser um dos melhores que já li. Ai peguei meio que trauma do John Green, haha. Mas a história de Cidades de Papel parece ser um pouco melhor, talvez eu dê uma chance mais pra frente! haha

    • Ycaro Santana disse:
      Ycaro Santana

      Nossa! Você decepcionou-se com A Culpa é das Estrelas?! :o. Mesmo sabendo que muitas pessoas se decepcionaram por conta do hype, é a primeira pessoa que leio, de fato, sobre. Confesso que odiei o filme, achei bem lento. Gosto mais de Cidades de Papel do que de ACEDE, apesar de ambas histórias serem boas.

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