Resenha | A Mais Pura Verdade

E aí, pessoal? A Mais Pura Verdade chegou de surpresa em minha casa, então resolvi encaixá-lo em uma das maratonas literárias 24 horas que participo.  O livro traz uma proposta ótima desde a capa e sinopse: “Nunca é tarde demais para viver a maior aventura da nossa vida.”, o que me deixou bem curioso e com altas expectativas para a leitura.

a-mais-pura-verdade-frente_1.jpg.1000x1353_q85_cropTítulo: A Mais Pura Verdade.
Autora: Dan Gemeinhart.
Número de Páginas: 224.
Avaliação: ♥ 

Mark é, aparentemente, uma criança normal. Mas, todos em sua volta o enxerga de outra forma: uma criança com uma grave doença. Com os seus 12 anos, Mark é uma criança cheia de sonhos, apaixonado por fotografia e hacais (um poema de origem japonesa). Os seus sonhos e suas paixões são transparentes, mas a insegurança da família é ainda maior. Logo, Mark decide abandonar tudo o que lhe “faz mal” e ir em busca de mais um dos seus sonhos, uma realização, escalar uma montanha e leva consigo o seu melhor amigo, o querido cachorro Beau.

O desejo de chegar ao topo da montanha é o maior de todos, fazendo com que Mark abandone a família sem deixar avisos, apenas uma carta para sua melhor amiga Jessie. O garoto quer realizar os seus sonhos e ganhar, de brinde, a escolha de como irá morrer, além da doença. Com todos os mantimentos em mãos e o seu melhor “cão-amigo”, Mark se distancia de sua cidade natal e idealiza o seu destino final.

“A vida é um saco. Essa é a mais pura verdade. Mais uma coisa que eu não entendo: por que todo mundo sempre tenta fingir ser o que não é?”

Mark começa a se aventuras pelas diversas cidades em que ele passa, mas nem tudo é um mar de flores, as dificuldades chegam para todo mundo, e não é nada diferente para ele, chega a hora de enfrentar a fome, o frio, a violência e todo o perigo de uma fuga. Durantes alguns períodos do livro a narrativa muda o foco do garoto de 12 anos para a uma amiga Jessie, imaginando o que fazer com as informações que tem e relatando tudo o que se passa com a família do menino.

“Mesmo a muitos quilômetros de distância, um amigo ainda pode segurar sua mão e estar ao seu lado.”

Dan Gemeinhart não tem uma escrita homogênea, o autor se perde nas próprias afirmações do livro, como exemplo principal há a maturidade do garoto, ora ele aparenta o que verdadeiramente é, apenas um garoto de 12 anos, mas outrora pensa e age com maturidade acima da média, como um adulto.

“Eu estava parecendo a porta do inferno. Essa é a mais pura verdade.”

O autor parece esquecer que o protagonista da história é um garoto quando o faz encarar a cruel realidade por conta de um sonho totalmente maluco para um garoto de 12 anos: escalar uma montanha, ainda mais acompanhado de um cachorro. mark e Beau se encrencam inúmeras vezes, inclusive em coisas impossíveis para a força do menino.

A Mais Pura Verdade pode ser um livro considerado fofo e aventureiro, na verdade ele nos passa muitas reflexões, algumas muito boas e outras um pouco sem sentido e coerência. Mas, além de tudo mostra também o quanto o garoto pode ser egoísta em muitos momentos do livro. Eu não privo ninguém da leitura, aconselho quem leu deixar sua opinião nos comentários e quem não leu, leia e tire as suas conclusões finais.

Até logo, até breve.

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Ycaro Santana

Baiano, 15 anos, estudante. Quando não me encontrar lendo, verás uma extensão infinita de outras possibilidades envolvendo a literatura, seja escrevendo, acompanhando adaptações ou buscando novas opções para viver. Permaneço em meu mundo particular e, algumas vezes ando por este planeta chamado Terra.

22 comentários sobre “Resenha | A Mais Pura Verdade

  1. Alessandra Santos disse:

    Olá!
    Pelo que pude notar a única coisa boa é a questão da amizade envolvendo o Mark e Jessie!
    Realmente para uma criança de 12 anos fazer esse tipo de coisa, é meio que louco né?
    Mas acredito que a amizade é o forte do livro, como ele levou o seu cão para junto se aventurar…
    Bem, se eu tiver a oportunidade vou ler sim!
    Mas agora fiquei assim, poxa, se o menino morrer, quem fim terá o cachorro? Que triste!
    Um super bjo!

    Alê – Bordados e Crochê
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    • Ycaro Santana disse:
      Ycaro Santana

      Oi, Alê. Realmente a amizade é mais interessante, e o ponto de vista da Jessie muito melhor. As atitudes e maturidade do garoto não parecem nunca ter 12 anos, opino que foi um erro grave do autor. Boa leitura!

  2. crisdesouza disse:

    Oi…
    Esse é um livro que tenho vontade de ler já há algum tempo. Já ouvi comentários positivos e negativos… Preciso ler realmente para tirar minhas próprias conclusões… Gosto de livros que deixam algumas reflexões…
    Beijos

  3. Marlene Conceição disse:

    Nossa e eu tenho esse livro na minha estante e simplesmente não dei importância, confesso que quando li a sinopse e vi a capa, pensei ele livro deve ser uma bobagem porém fiquei totalmente surpresa, pelo enredo que você descreveu, vou com certeza considerar esse leitura.

  4. Tatiana disse:

    Eu fiquei com a sensação, em algumas passagens, de que era pouco crível que uma criança tão novinha passasse por certas situações. Mas, no geral, a história é bonita e passa uma mensagem interessante. Me fez refletir se e como eu conversaria com uma criança sobre uma doença da qual ela seja portadora, é uma abordagem complicadíssima.
    Eu gostei do livro, mas não é uma história surpreendente ou pungente, traz algumas reflexões mas não vai muito longe.

    • Ycaro Santana disse:
      Ycaro Santana

      Oi, Tati! O livro realmente traz algumas poucas reflexões para a vida e também nos proporciona uma “aventura”. O que mais me incomodou no livro foi essa questão da idade do garoto comparado as suas atitudes e pensamentos. É sempre bom ter uma opinião contrária para debate!

  5. emanoelle souza disse:

    O livro é bem reflexivo mesmo, muitas vezes ao longo da leitura me perguntava se não estava lendo um livro com um personagem com idade mais avançada e não um garoto de 12 anos, foi o primeiro livro que li do autor e gostei bastante.

  6. Camila Rosa disse:

    Ola, tudo bom?
    Eu já tinha ouvido falar do livro, mas nunca senti vontade de ler, gosto de livros reflexivos, e como assim temos um menino de 12 anos passando por coisas que são tipo impossíveis para um garoto passar? Quem saiba eu venha a dar uma chance ao livro mesmo assim.
    Beijos *-*

  7. Cris Setúbal disse:

    Eu não tinha a menor vontade de ler esse livro e eu não sei o que aconteceu, que eu o peguei para ler. Realmente, as vezes aquele garotinho de 12 anos parece ser mais velho, sem falar que é uma loucura, além de irresponsável, escalar um montanha acompanhado somente de um cachorro. O que mais gostei nesse livro, foi sem sombras de dúvidas, a amizade entre Mark e Jessie, é uma coisa completamente linda de se ver. Recomendo esse livro somente pra quem quer uma leitura pra passar o tempo. Beijo!

    • Ycaro Santana disse:
      Ycaro Santana

      Cris, concordo com tudo que tu disse. Eu ficava pausando a leitura e me perguntando a todo o momento como aquele garoto poderia ser assim? Imaturo e irresponsável nas atitudes, mas com pensamentos “extraordinários”, como? A amizade entre Mark e Jessie foi o único ponto positivo do livro para mim, além de algumas poucas reflexões.

  8. suzana cariri disse:

    Oi!
    Ouvi vários comentários positivos sobre essa historia e achei meio doido um garoto de 12 anos fazer essa jornada sozinho mas não foi uma historia que me conquistou e não é o tipo de livro que gosto de ler !!

    • Ycaro Santana disse:
      Ycaro Santana

      Oi, Suzana. Eu adoro sick-lits e, mesmo assim, não consegui me apegar ao livro, pois sua história é um tanto mirabolante. Se um dia quiser começar pelo gênero, não indico esse livro como ponto de referência.

  9. Karolyne K. disse:

    Quando vi o lançamento do livro fiquei meio em dúvida se era bom ou não, se valia a pena =/ E apesar de alguns comentários positivos, ainda não tenho vontade de lê-lo.

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